quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Quinta feira dia 27 e sexta feira dia 28 de Outubro

já com um grande atraso vou continuar então a contar o que me tem acontecido... vou resumir os dias que passaram e farei novamente os posts diarios.
Bem basicamente quinta e sexta foram os dias da mudança de planos... Passamos para o plano c... motivos? Questões financeiras, basicamente o dinheiro que deveria ter chegado ao teatro do mar, não chegou, com um orçamento menor, teve que se reduzir nas dimensões do espectáculo. Tem sido muito importante para mim até estes acontecimentos, o facto de não me esconderem numeres e mostrarem-me toda a realidade, sem dramatismos mas sem paninhos quentes, tem ajudado imenso a perceber toda a realidade entre muitas outras coisas mas principalmente da sustentabilidade de uma companhia destas que não só faz espectáculos cá, mas como também fora do pais... Leva um pouco de nós para fora e mostra o melhor que podemos fazer... No entanto os apoios são o que são... Não interessa, aqui não se desiste quando há obstáculos. Pelo contrário, arranja-se ideias ainda melhores para os ultrapassar, e foi isso que fomos fazendo ao longo destes dois dias. Pesquisar muito, visitar um novo espaço, ver que estruturas se poderiam montar etc...
Ainda na quinta-feira foi a minha segunda aula de trapézios, nesta já comecei a corrigir-lhes a postura, enquanto o Carlos dava o aquecimento. Fiz um exercicio de forças combinadas, em que aproveitei o que já tinha feito antes nas aulas de acrobacia ou estudo do movimento, não me recordo, em que o objectivo era os alunos irem montando figuras apenas com algumas partes do corpo como apoio no chão, conforme ia pedindo. No fim da aula depois de terem feito os exercícios no trapézio, fiz com eles um exercício e união de grupo e consciência do corpo e espaço, em que basicamente enquanto grupo tinham que ocupar todo um espaço como sendo o seu palco, de seguida fecham os olhos e são guiados pelas minhas palavras, por sentimentos, sensações, medos, desejos etc.. depois peço-lhes para que aos poucos comecem a explorar o corpo, e sentirem a necessidade de se unirem num grupo, ainda de olhos fechados eles criam movimentos pelo espaço até estarem todos juntos. nessa altura pedi-lhes que fossem dizer os nomes dos colegas e que pensassem no que gostam deles e o que n gostavam, e no caso do que não gostam, pensarem numa forma de ultrapassar isso. No fim no meio do barulho dos nomes pedi que abrissem os olhos e vissem o grupo que eram e que fariam juntos uma apresentação em trapézios.



Fiquei feliz por a aula  ter corrido bem, gostei principalmente de ver que se iam embora a sorrir e motivados... relembrou-me os meus primeiros tempos no chapitô.

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